Chegou a hora de falar dos parceiros de “batalha”. Por motivos que só eu sei, não vou citar os nomes e nem dar muitos detalhes de alguns fatos…Pra que ninguém se sinta tão mal… e acabe querendo me processar…Rsrsrsrsrs!!!

A turma era grande, como falei antes. Na verdade, pra uma turma de um curso tão difícil ela era enorme…Mas como havia a profecia de que o número diminuiria então não nos importamos muito com isso.

Era evidente a noção que tínhamos de que muitos do grupo não chegariam ao 2º período. A “coisa” era tão engraçada que chegamos a fazer previsões. Tinha um amigo que gostei de cara. Não vou dizer o nome dele…só se ele ler e autorizar…rsrs… Mas nos identificamos e ficamos muito amigos. Na verdade, mesmo estando em outro estado mantemos os laços e isso é importante.  Ríamos das graças dos outros e nos metíamos em algumas confusões por isso…Mas nada que uma boa conversa depois não esclarecesse.

Quando eu e ele começamos a fazer nossas previsões começamos pelos que visivelmente não levavam os estudos a sério. Esses estão fora da faculdade, pelo menos da que estudávamos e muitos que tivemos notícia não estavam em nenhuma outra. Gostavam de conversar o tempo inteiro e seus cadernos eram virgens.

Haviam os que ficavam estudando os “CDF’s” pra sentar perto, se dar bem nos trabalhos e ter uma fonte de…digamos…”consulta alternativa” nos momentos de avaliação.

Haviam os que se isolavam em seu “Fantástico mundo de Bob” achando que o curso seria moleza… Esses eu não vi mais também depois de 3 anos de curso…

Os que trabalhavam à noite…Na maioria das vezes dormindo… Sorte dos que conseguiram mudar o turno de trabalho, outros, tiveram de abandonar mesmo…

Os “playboys” as “patricinhas”… Em grande volume, principalmente dos que “achavam” que se enquadravam no perfil (não sei o que é pior)… Pelo menos nesta turma que cheguei até o 7º período não havia nenhum deles…

Salvaram-se os que, mesmo que não trabalhassem, tiveram que se esforçar durante a vida para estar tranquilos para estudar: os senhores e as senhoras…e não eram poucos. Ainda os que pagavam a faculdade do próprio bolso, sem ajuda dos pais. Esses davam valor ao que gastavam e estudavam. E muito! Os bolsistas como eu, que não queriam perder a chance de suas vidas. Com a tranquilidade no quesito pagamento de mensalidade, podiam fazer um curso sem medos financeiros tinham outra grande preocupação: tirar boas notas… E estudavam muito! Por fim, raros “filhinhos de papai” que se não passassem o pai mataria…

Turma eclética e como não poderia deixar de ser, devido a tantas diferenças, custou a se encontrar como turma…O que só aconteceu de verdade a partir do 5º período… Mas isso é pra outra hora!

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