Tinha sonhado com a faculdade durante toda vida. Os projetos são grandes. Uma pós strictu sensu no exterior e doutorado. Mas o caminho estava apenas nos primeiros metros… Muita coisa iria acontecer. Um dos projetos, a pesquisa por iniciação científica não poderia acontecer ali, a faculdade ainda não tinha um programa. Então teria que esperar.

No primeiro dia de aula uma grande euforia. Queria dar o melhor, ser bom aluno, atencioso, procurar melhorar e principalmente: ficar acima da média exigida pela faculdade (70%) e pelo programa (o PROUNI exige 75% de aproveitamento na aprovação das matérias, ou seja, se tiver cursando 10 matérias só pode ficar reprovado em 2 – meia não conta). Isso não seria fácil. Por cinco anos sem contato direto com os estudos, estava eu “enferrujado” . Teria que me dedicar para alcançar algumas idéias novas e áreas que não aprofundei no Ensino Médio público, como filosofia e história.

A turma era enorme, mas os professores fizeram uma profecia: no segundo período seriamos menos, no terceiro menos ainda e no quarto uma turma reduzidíssima. O curso prometia! Não é tão fácil fazer o curso de direito como muitos achavam. Leituras exaustivas, textos e livros extensos, um número infindo de trabalhos e avaliações…alguns sempre piram…

Na primeira semana seis alunos desistiram. Nos meses seguintes, aqueles que não possuíam uma pronúncia e nem boa escrita da língua portuguesa começaram a ver que a” briga” seria feia. Teríamos que ler muito e escrever mais ainda.

No primeiro mês a turma caiu o número em 20%  dos que iniciaram (Começamos com 60)… Menos 12 alunos!!!

O que viria pela frente levaria ao patamar onde estávamos quando eu tive que me transferir: 12 alunos sobraram na turma da manhã original…mas isso é outra história.

Anúncios